quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tempo II ou Ajudando a Pensar

Não sei com outras crianças, mas uma das coisas que me ajudam a atenuar meus não raros momentos de angústia, é fazer alguma atividade manual como cozinhar, limpar e organizar pensaram besteira, hein safadeenhos?

Os mais chegados no zodíaco dirão: "uma maldita virginiana". ok, admito. Não consigo nem começar a trabalhar se tudo o que vou precisar não estiver na mesa, se eu não tiver um plano de atividades a ser seguido mesmo que nunca o siga, etc. etc. etc. Admito novamente. Sou uma chata. Já fui brindada mais de uma vez com esse elogio.

Mas como nem sempre estou em um canto onde possa pegar uma vassoura ou uma colher de pau, ou estou só com preguiça mesmo, outra coisa que me ajuda são joguinhos de quebra-cabeça. 

O último que está me viciando auxiliando terapeuticamente chama Bloxorzgame. Um jogo demoniacamente simples e nem por isso menos complexo. 


É Fácil? Tentaí.


Seu objetivo é rolar um bloquinho por cima de uma plataforma suspensa sobre o "nada" e derrubá-lo em um buraco, passando de nível. Como eu disse, simples. A beleza do jogo está nos detalhes. As plataformas são arrumadas, algumas vezes, de forma a permitir a passagem do bloquinho somente de um jeito, e são feitas de diferentes materiais, mais, ou menos resistentes. Além de ver, é possível ouvir o bloquinho cair e rolar pelos diferentes materiais, um prato cheio pros sinestésicos.

Eu, como uma negação em qualquer coisa que seja 3D, ainda estou nível 7. Mas já ouvi notícias de um épico nível 30.

bjomeliga

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tempo

Essa e a outra postagem vão falar sobre isso: Tempo.

Resolvi parar de dizer que não o tenho. Além de imprecisão física, pois o tempo realmente nem existe, é uma inverdade, pois se consideramos o tempo unidade arbitrária para lidar de forma equitativa com os movimentos de rotação e translação da Terra no espaço (que é curvo como o tio linguarudo disse, e não linear como o vô contundido falou), posso utilizar e fazer o que quiser com essas pequenas unidadezinhas.

Ahá. Este é o ponto o fim da enrolação se você seguiu o raciocínio até aqui. Ou não. Ter ou não tempo é mais uma questão de escolha, raciocínio e planejamento, que de tempo.

Logo, não compactuarei com a esquizofrenia coletiva. Tempo eu tenho. Usar ele direito é outra história.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Véspera

Diante da percepção que as coisas podem se estender mais que o esperado e de forma dolorosa, como meus dias de trabalho, entre muitas outras coisas que atualmente me aperreiam o juízo, o sentimento emo de desânimo impera.

Então deixo aqui a letra-poema de uma música emo 'recente' que está embalando minhas maravilhosas horas de pré(?)-recesso-ultra-mágico-que-não-vai-ser-nada-tedioso-mesmo-eu-ficando-em-casa-chocando-os-ovários-e-limpando-a-casa-sem-grana.

"Sem o pálido corpo que me prende ao vento
Eu ando louco no limite do tempo
Eu sei que o mundo não comporta mais deuses
E sei que o amor não me suporta mais vezes
Mas eu assumo o que suas preces pedem
E eu consumo o que seus lábios cedem

Que sirva de exemplo o primeiro fracasso
e sirva de exemplo o meu olho inchado
e sirva pra te elevar o ânimo enfim

Eu prefiro correr sob céu aberto

Em campo aberto sob a chuva de sapos
Prefiro morrer sob o sol do cerrado
A ter que dizer o que eu tinha pensado
Sobre os murros que seus olhos pedem
e sobre as rugas que você me tece

Que sirva de exemplo o primeiro fracasso

e sirva de exemplo o meu corpo malhado
e sirva pra te elevar o ânimo enfim" 

Glória - Violins

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Post inspirado nesse post: http://henriqueat.blogspot.com/2010_11_01_archive.html

Meu professor de cálculo disse que a genialidade está no número de associações que podemos fazer.
Encontrar pontos de encontro entre coisas singulares.

Será essa a grande brincadeira da vida?


O pobre pentágono não teve tanta sorte

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pergunta Filosófica

Para reflexão durante a semana:



É você que tem os sentimentos, ou são os sentimentos que te tem?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Millenials. É isso que somos?

Este é um vídeo feito pela agência Box 1824, que nos dá uma rápida aula sobre os baby boomers pós II Guerra Mundial, e fala sobre os jovens de agora, nascidos após 1980, os chamados Millenials.


We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.
  
Fiquei pensando um tempinho enquanto preenchia minhas intermináveis planilhas. Sim, me identifiquei bastante com a tendência apresentada, mas o mais intrigante é constatar que muitos jovens vivem a realidade descrita como a da juventude de 50 anos atrás. Não é uma cantilela contra a desigualdade social. 

Essa gente, ideologicamente, vive uma realidade 'Anos Dourados'. Não é falta de dinheiro, não é falta de viagens ou oportunidade de ter enriquecimento cultural. E o mais alarmante, são MUITAS pessoas.

Fico imaginando se esse vídeo não é apenas uma representação de uma fatia mínima da juventude e que seremos mesmo engolidos pela massa calvinista que nos cerca e acordaremos um dia olhando um catálogo de sofás, pensando em qual 'nos define melhor'.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Neruda e os sentimentos de madeira II


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.


E quem disse que a vida é justa, e que as contradições não existem?
Quem sabe um dia consigo deixar de pensar e arranjo coragem para viver.