domingo, 20 de julho de 2008

Congratulations

Well done!

I hope you being reading this as a part of the game.
So... as I'm not a cruel girl (not much), you're near the end of the game!

To finish all this thing,
you need only to make "what the master asks"...

Go on! Good Lucky! ^_^

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Transição Escuro-Claro

Mots d'une Aimée

Muda!
assim me encontro.

Antes.
A triste palavra
unida
ao amargo sentimento
como uma fonte
jorrava.

Juntos
alegremente
faziam escorrer
por entre os dedos
da poetisa
turvos versos,
negros e desiludos poemas...

Muda!
Continua
a triste palavra
esperando seu companheiro...

O sentimento,
não mais amargo
não mais completa
a tristeza de sua companheira.

Muda!
O que será da poetisa
até encontrar
palavra que complete
tão caprichoso infante?
Caprichoso Infante

Sim!
sentimento
mudinha de frondosa árvore,
alegre, esperançoso,
irritadiço, imperioso,
não a deixa descansar.

Quer sair.
inexperiente,
tropeça nos versos
não consegue ritmo
e
luxo dos românticos,
deseja rimas!

A única saída
da atormentada poetisa
é cantar sua mudez

Até o dia
em que
ambos prontos,

ela descansando
à sua sombra,
cante suas loas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Hoje.

Boca fechada.
Olhos abertos

As gotas
água(!) desta vez
molham, encharcam tudo

a mim
a ti
as coisas todas.

O sangue
meu(?)
mistura-se
lava-se

de escuro,
doloroso encarnado,
que era
clareou,
mais nada é.

O punhal (?) cai,
não há nada
que o sustente.

Agora
sangue é água
água é chuva

chove dentro
e fora de mim.

Lábios abertos
(entre chuva!)
Olhos fechados,
(que diferença faz?)
e o sorrateiro sorriso
escapa.

Dia Normal

Dentes à mostra,
lábios semi-abertos
sorriso espontâneo(?).

A vaga
me arrasta.

de onde veio?
Onde está?

tudo gira...
a dor,
ela nunca se vai!

vem do punhal.

punhal?
aquele!
o quase esquecido...

meu(?) sangue
filete gotejante,
forma o mar,
revolta-se
afoga-me.

Dentes à mostra,
lábios semi-abertos
sorriso espontâneo(?).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

sim, amamos falar dela.

mas abraçá-la sofregamente e beber de sua taça até o fim, deixando tudo e todos, destacando-se da humanidade, quem ousará?

Não amamos a liberdade; amamos falar dela

Odes.
Guerras.
Lutas.
Brigas.
Discordância.

Tudo isso em nome de uma utopia que desprezamos a cada passo que damos. Quando li a frase, me dei conta. Quão ignóbeis, falsos, cegos, mil vezes cegos!

Nunca seremos livres. Simplesmente porque nunca vamos o desejar realmente.

Sim, a superpopulação aviva nosso desejo de solidão, dominação sobre o outro, etc. No entanto, como seres vivos, somos amaldiçoados com a doença da necessidade do outro. E nossa maldição é o que nos salva. Através deles podemos construir novos mundos, atingir novas alturas.

Por outro lado, a liberdade traz em seu bojo, um travo de crueldade que aquele que realmente a amar deve estar pronto para abraçar. Você não poderá precisar de ninguém e nem poderá ser útil a ninguém. A mais plena liberdade é aquela em que não apenas você é livre, mas é o sujeito da libertação do próximo. Apesar de soar como discurso de cultos religiosos dominicais, é preciso perceber a crueldade de dadivar aqueles que não o querem/não estão prontos para isso.

Qual um animal de estimação quando o abandonamos, percebe-se uma revolta gritada no desapontamento dos olhos. Se você possuir ao menos um mL de sangue na veia, vai sofrer, vai se arrepender e pode voltar atrás. Mas se seu amor pela liberdade for maior, manterá a posição.

Segue-se uma tentativa de recuperar seus préstimos. Vencida a primeira fase, você é uma lâmina fria que fere sem piedade e internamente até faz troça da atenção que lhe é dispensada.

A liberdade toma conta de tudo, faz o egoísmo subir à cabeça, a necessidade do próprio eu é tanta que quanto mais você a sacia mais ela é voraz...

É sedutoramente linda. Mas é preciso saber lidar com esta dádiva para que não se destrua todo o resto.